terça-feira, 30 de setembro de 2008

Como isto vai!

Expresso (27/9/08):

«3200 casas atribuídas por cunha em Lisboa»

«Artistas, jornalistas, amigos políticos pagam em média €35 de renda. Escândalo começou há 30 anos»

«Favores — O Património Disperso da Câmara é uma espécie de porquinho-mealheiro de casas para distribuir. Sem regras»

Diário de Notícias (30/09/08):

«Quando o caso "Lisboagate" atinge um nome como o de Baptista-Bastos, é porque algo está podre no reino da Dinamarca. Numa breve troca de mails, Baptista-Bastos negou-me ter tido qualquer comportamento "reprovável" e eu não tenho qualquer razão para pôr em causa a sua verticalidade. Mas também não tenho dúvidas de que ele jamais deveria ter recorrido à câmara para conseguir uma casa. O escritor Baptista-Bastos, que já tanto deu a Lisboa, podia ter direito a ser ajudado numa altura de dificuldade, como parece ter sido o caso. O jornalista Baptista-Bastos, não. Porque pediu um favor ao poder autárquico. Porque auferiu de um privilégio vedado ao cidadão comum. Que alguém que sempre foi tão moralmente exigente nos seus artigos de imprensa não perceba isto faz-me confusão. Quem, como ele, acredita na nobreza do jornalismo, tem de reconhecer uma cunha quando a vê. E, sobretudo, deve reconhecê-la quando a mete.» João Miguel Tavares.