terça-feira, 8 de março de 2011

8 de Março de 2008

Avenida da Liberdade, 8 de Março de 2008
As razões que há três anos levaram 100 mil professores à rua para manifestarem a sua indignação mantêm-se. O processo de avaliação em curso continua a ser incompetente, arbitrário e deontologicamente vergonhoso. Onde andam as outrora inflamadas vozes dos dirigentes sindicais?

A ler

«Para além do limite» 

«Não me apetece» 

«Os méritos do modelo de avaliação proposto pelo Bloco de Esquerda»

Bonecos de palavra

 Calvin & Hobbes, por Bill Watterson (trad.: Ana Falcão Bastos)   
Para ampliar, clicar na imagem.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Notas do fim-de-semana

Estado não pagou a fornecedores da Cimeira da Nato em Lisboa

Portugal com maior risco de convulsão social

[Após reunião Merkel-Sócrates] juros da dívida quase não descem
Sol (4/3/11)

Detectadas no sistema informático dos tribunais 21 falhas de segurança

Impactos num empréstimo de 150 mil euros: prestação da casa sobe até 80 euros [mensais] este ano
Público (4/3/11)

«É pacífico que Sócrates anda a enganar o país» (António Barreto) 

Oito juízes processados por trabalharem pouco

Crise não afecta miniférias

Ajudas a eurodeputados crescem €27 milhões
Expresso (5/3/11)

Governo não desiste da reorganização do ensino básico
Público (5/3/11)

Em Portugal, o Carnaval não dura três dias, em regra, dura o ano inteiro. Para se conseguir receber do Estado é um verdadeiro carnaval, que o digam os fornecedores da Cimeira da Nato: há mais de três meses sem conseguirem receber o que lhes é devido. 
A Justiça vive  em permanente carnaval: ou porque os tribunais demoram anos a julgar casos que em outros países se resolvem em meses, ou porque o sistema informático funciona mal, ou porque os juízes trabalham pouco, ou porque o PGR e o presidente do STJ gostam de colocar as mãos na cintura em plena praça pública, ou por qualquer outra razão. 
O Ministério da Educação julga que as decisões da Assembleia da República são brincadeiras de carnaval, e decide que não tem de as respeitar, como é o caso da reprovada reorganização do ensino básico. 
Para alguns portugueses a crise continua a ser um carnaval, de preferência na neve, e se a neve for na Serra Nevada, ou em Andorra, ou nos Pirinéus, ou, melhor ainda, nos Alpes, a preferência redobra e o carnaval fica ainda mais interessante. 
E como vivemos em contínuo carnaval, já ninguém leva a mal termos um primeiro-ministro que, há anos, engana o país. É carnavalesco e gostamos.
Portanto, desde o carnaval que é a avaliação dos professores até ao carnaval em que se encontram as nossas finanças, o carnaval português não dá descanso aos foliões. Os sambistas são muitos e o verdadeiro sambódromo já não é no Rio de Janeiro,  não, é mesmo aqui.

domingo, 6 de março de 2011

Pensamentos de domingo

«Não se discute com o mal; o mal derruba-se.»
Eça de Queirós

«— E qual é a posição dos deputados?...
— Na aparência, sentados, por dentro, de cócoras.»
Eça de Queirós

«Os meus hábitos são sempre os mesmos — maus com boas intenções.»
Eça de Queirós
In Paulo Neves da Silva, Citações e Pensamentos de Eça de Queirós.

Pat Metheny, Jack DeJohnette, Herbie Hancock, David Holland

sábado, 5 de março de 2011

Ao sábado: momento quase filosófico

O suporte do mundo
O grande Euclides dava um dia uma lição e, entre outros assuntos falava do mundo. O jovem Ptolomeu, incontestavelmente o melhor aluno da sua aula, levantou a mão e perguntou em que assentava o mundo.
— Assenta — respondeu-lhe Euclides — às costas de um enorme gigante.
Ptolomeu baixou a cabeça e a aula prosseguiu.
Um pouco mais tarde o jovem Ptolomeu levantou a cabeça e permitiu-se perguntar em que assentava o gigante.
— Assenta — respondeu-lhe Euclides — na carapaça de uma enorme tartaruga.
E em seguida, sem aguardar outra pergunta do seu aluno, Euclides acrescentou, elevando severamente a voz:
— E por baixo só há tartarugas!

Onde mora Deus?
Um grande mestre da tradição hassídica, Ytzhak Meir, era ainda criança quando alguém lhe disse, para se divertir:
— Dou-te um florim se me disseres onde mora Deus.
— E eu — respondeu a criança — dou-te dois florins se me disseres onde não mora.
Jean-Claude Carrière, Tertúlia de Mentirosos.

A concentração de professores em Sintra

Organizada pela APEDE, ocorreu ontem, à noite, em Sintra, uma concentração/vigília que teve a presença de cerca de uma centena de professores. A defesa da dignidade profissional, a recusa do incompetente processo de avaliação em curso, a recusa dos mega-agrupamentos e da redistribuição das horas de AP e AE foram o alvo deste protesto público. A deputada do BE, Ana Drago, esteve presente e a concentração teve a cobertura noticiosa da SIC. Esta iniciativa teve o apoio e a presença dos movimentos independentes de professores MUP,  3Rs e MEP.
Apesar da deficiente qualidade fotográfica, fica o registo de mais uma manifestação pública  — que se junta a várias outras que começam a multiplicar-se pelo país — da classe docente, em defesa da Educação.

Adenda:
O colega Paulo Ambrósio tem aqui um relato mais desenvolvido desta concentração.

A manifestação de professores em Aveiro


O agradecimento à colega Manuela Fernandes, pelo envio do diaporama e das conclusões aprovadas na manifestação.

MUITOS OU POUCOS NÃO DESISTIMOS!

Pela Educação.
É tempo de agir.
Os professores, Encarregados de Educação e cidadãos preocupados não aceitam:
- Uma avaliação docente que é uma farsa (quem avalia quem? porquê? para quê? como...).
- Alterações curriculares avulsas sem as mínimas razões pedagógicas que as sustentem.
- Mega-agrupamentos que não servem a ninguém.
- Metas, indicadores disto e daquilo, percentagens e afins, em resmas de documentos que progressivamente transformam alunos em números: escola= fábrica.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Apontamentos sobre o desnorte de uma avaliação - 14

O exercício do escrutínio público e o debate do contraditório são os únicos meios de que dispomos para podermos avaliar da qualidade das ideias e da adequação dos processos. É pois fundamental que o modelo de avaliação do desempenho docente seja publicamente examinado e discutido de modo a que, sem demagogia política, ou de outra ordem, seja possível aquilatar da sua qualidade e da sua adequação.
Os defensores do modelo têm mantido silêncio, o que nada abona em seu favor, pois o silêncio só pode ser entendido como arrogância, ou como fragilidade argumentativa. Todavia, perante a insistência e o crescendo de críticas que têm sido dirigidas ao modelo avaliativo, e perante a possibilidade, cada vez mais plausível, do modelo vir a ser suspenso, tem-se começado a ouvir um argumento, em sua defesa. A saber:
— Está a ser dada demasiada importância ao conteúdo específico de cada descritor, quando o que deve ser feito é dar importância ao que globalmente os descritores apontam. Não devemos preocupar-nos com a crítica analítica dos descritores, devemos preocupar-nos com a visão de conjunto que eles nos proporcionam. 
Penso ser útil verificar a pertinência deste argumento (e concluirei apenas para a semana as observações à terceira dimensão).

Na minha opinião, o argumento revela uma contradição de fundo com a natureza e o conteúdo dos padrões de desempenho definidos pelo modelo e, acima de tudo, nada clarifica, pelo contrário, parece até aumentar a nebulosa em torno deste processo avaliativo.
A contradição de fundo reside no seguinte. O despacho n.º 16034/2010, do Gabinete da Ministra, que define os Padrões do Desempenho Docente, referindo-se aos níveis e aos descritores, afirma: «A definição de níveis de desempenho tem por objectivo a descrição pormenorizada do desempenho docente por forma a clarificar o que deve ser avaliado. A formulação dos níveis descreve comportamentos passíveis de serem observados ou documentados e de acordo com uma escala que determina o seu grau de concretização.» (Os negritos são meus). Este excerto ilustra bem que estamos perante um modelo avaliativo que investe e se sustenta na descrição pormenorizada do desempenho, que investe e se sustenta na descrição dos comportamentos. Quem procede à atomização comportamental é o modelo avaliativo.  Isto é, quem optou por sustentar a avaliação docente numa analítica comportamental foi o modelo. Assim sendo, como se compreende que agora se pretenda fugir ao escrutínio analítico das descrições comportamentais que o modelo apresenta? Para se testar se as descrições comportamentais enunciadas, pelo modelo, são pertinentes para fins avaliativos, elas têm de ser escrutinadas. Não há outra forma séria de se proceder. 
Assim, só se pode entender o «desvio» argumentativo que agora é apresentado — defender que os descritores já não devem ser lidos na sua especificidade, mas na sua globalidade — como a assunção de que eles, descritores, não resistem ao exame que lhes é feito. Ou seja, enquanto «descrições pormenorizadas do desempenho docente», eles não servem. Este reconhecimento deve ser registado, porque, na verdade, está a assumir-se que os descritores são incompetentes para a função que foram pensados.
Todavia, o que é que, agora, nos é proposto em troca? É-nos proposto que vejamos os descritores na globalidade. Já não interessa propriamente o desempenho para que cada um dos descritores  reporta, interessa o desempenho para o qual, globalmente, os descritores remetem.
Este novo caminho proposto suscita várias interrogações e uma perplexidade.
As interrogações: em rigor, o que significa: «ver os descritores na globalidade»? Em termos práticos, de que forma se reveste e de que modo se concretiza essa visão global da realidade para que os descritores remetem? Segundo que critérios se deve orientar esse visonamento global?
A perplexidade: procurar construir uma visão global do desempenho de um professor a partir de parcelas/descritores inoperantes, impertinentes e, em alguns casos, absurdos, que fiabilidade possui?
Não me parece ser intelectualmente honesto que, perante um problema que não se consegue resolver, se pretenda ultrapassá-lo com propostas que, na sua substância, são vazias. O modelo não tem sustentação. É um castelo de areia, e como todos os castelos de areia, deixará de ser castelo para ser apenas areia.

Ligações a outros posts relacionados com a ADD:
. Acerca da simplicidade de um modelo de avaliação e da seriedade da sua concretização
. Apontamentos sobre o desnorte de uma avaliação - 1
. Apontamentos sobre o desnorte de uma avaliação - 2
. Apontamentos sobre o desnorte de uma avaliação - 3
. Apontamentos sobre o desnorte de uma avaliação - 4
. Apontamentos sobre o desnorte de uma avaliação - 5
. Apontamentos sobre o desnorte de uma avaliação - 6
. Apontamentos sobre o desnorte de uma avaliação - 7
. Apontamentos sobre o desnorte de uma avaliação - 8 
. Sub-repticiamente 
. Requerimento do Dep. C.S.H. da Escola Secundária de Amora

É hoje

quinta-feira, 3 de março de 2011

A oposição ao modelo de avaliação continua a crescer

Os professores da Escola Secundária de Amora decidiram hoje, em reunião geral, assumir o requerimento do Departamento de Ciências Sociais e Humanas como requerimento de toda a escola. Deste modo, o requerimento vai ser novamente enviado ao Ministério da Educação, agora subscrito não apenas por um departamento mas pela escola.
A votação teve o seguinte resultado: 20 abstenções, 19 votos contra e 119 votos a favor.
Ler o requerimento aqui.

Quinta da Clássica - Jean Sibelius

Relembrando


quarta-feira, 2 de março de 2011

À deriva

Vivemos um período de profunda desorientação relativamente a diversos domínios da res publica.
Ao  mundo difícil em que vivemos, junta-se, em Portugal, um grupo de governantes sem capacidades e rasgos políticos e sem conhecimentos históricos e filosóficos básicos, que são condição sine qua non para o exercício da governação. A esta iliteracia fundamental associa-se a ingénua crença no poder da tecnologia e a cega fé no voluntarismo, mesmo que desequilibrado, mesmo que desorientado. Sem rumo, mas também não sentindo falta dele, os nossos governantes vivem do «desenrascanço» casuístico. Sem um vislumbre para o médio e longo prazo, encontram no acto da sobrevivência política a sua razão de ser. Arrogantes intramuros, submissos e pedintes fora de portas, estes políticos conduzem o país para o desastre económico, para o desastre social, para o desastre educacional, para o desastre nacional.
O desastre educacional vai ser particularmente violento. Os outros também o serão, ainda que potencialmente reversíveis. Desgraçadamente, o educacional não é reversível. Quando, daqui a poucos anos, o país tomar consciência do beco para que foi conduzido, quando tomar consciência do tempo em que viveu em permanente encenação, vai perceber o quão incompetentes, o quão irresponsáveis foram os nossos governantes.
Sem Valores e sem Ideias, que não sejam comportáveis em quadrículas de Excel, este grupo de políticos transformou a Educação numa amálgama de contradições, de desvarios e de irresponsabilidades que destruíram o que de aproveitável ainda existia no nosso sistema educativo.
Os CEF (Cursos e Educação e Formação), os cursos das Novas Oportunidades, o fim do Ensino Recorrente nocturno, são exemplos da profunda desorientação e inconsciência de quem nos governa. Apenas exemplos.

Os cursos CEF (destinados a jovens com idade igual ou superior a 15 anos; em regra, alunos que tiveram insucesso no ensino regular; em regra, alunos com problemas de diversa natureza — familiar, psicológica, etc.—; e, em regra, alunos particularmente desmotivados para novas aprendizagens) corporizam contradições insanáveis. São uma criação de gabinete, mal pensada e pior concretizada. Estes cursos foram criados sem previamente ter sido dada formação adequada aos professores para lidarem com turmas totalmente constituídas por alunos com aquelas características, que, normalmente, acrescentam ao seu percurso de insucesso escolar comportamentos indisciplinados, em que as regras mínimas de educação não são cumpridas, quer na relação entre colegas quer na relação com os professores. Estes cursos foram criados sem se ter em conta as necessidades e as dificuldades dos seus destinatários. Estes cursos foram criados sem se ter em conta as consequências que adviriam de uma incongruente e inadequada estruturação curricular. Estes cursos foram criados à pressa e de modo incompetente: por um lado, transmitiu-se a mensagem da necessidade de particular tolerância, quer em relação a comportamentos, quer em relação a aprendizagens, e, por outro lado, elaboraram-se conteúdos programáticos em que, por exemplo, disciplinas do 8.º ano, do ensino básico, têm partes comuns com disciplinas do 12.º ano, do ensino regular!
Nada disto é feito a pensar seriamente nos alunos, nada disto é feito a pensar nas condições dos docentes, tudo isto é feito a pensar nos efeitos estatísticos e nas ilusões que eles efemeramente  podem proporcionar.

Os cursos EFA (Educação e Formação de Adultos), das Novas Oportunidades, nunca poderiam pretender substituir, mas estão a substituir, os cursos do Ensino Recorrente nocturno. Trata-se de uma fraude educativa. Os cursos EFA, pela sua natureza e pelos objectivos que possuem não são equivalentes aos cursos do Ensino Recorrente. Não há qualquer possibilidade de equivalência substantiva entre um diploma de 12.º ano obtido por um aluno dos cursos  EFA e um diploma de 12.º ano de um aluno do Ensino Recorrente. Este último era a única via que muitos jovens e muitos adultos — que, por diversas razões, tiveram de abandonar o ensino regular — tinham de obter uma formação similar àquela que obteriam se não tivessem desistido de estudar. E era a única via que os capacitava para poderem concorrer ao ensino superior, em razoável igualdade de preparação com os alunos do ensino regular. Com o fim do Ensino Recorrente tal possibilidade deixa de existir.
Os cursos EFA fazem sentido para os adultos que pretendem enriquecer a sua formação, mas que não almejam prosseguir estudos superiores. O que não pode acontecer, mas está a acontecer, é dizer-se a esses alunos que, em um ano, podem obter o diploma equivalente ao 9.º ano de escolaridade e que, em mais dois anos, podem obter o equivalente ao 12.º ano. Isto é, depressa e em força, milhares de portugueses vão passar, milagrosamente, a ter o 9.º e o 12.º anos. O problema é que na Educação não há truques de ilusionismo. Muitos de nós, professores, temos conhecimento directo de múltiplos alunos que obtiveram o equivalente ao 9.º ano, pelos cursos EFA, e que, depois, se matricularam no 10.º ano do Ensino Recorrente: aqui chegados, aperceberam-se da fraude de que tinham sido alvo — não tinham sequer a preparação mínima para frequentar os 7.º ou 8.º anos do ensino básico (completa ausência de conhecimentos essenciais e de competências elementares no domínio da expressão escrita, da leitura, da interpretação, etc.). Quem é responsável por isto? Quem criou esta encenação.
Os cursos EFA podem e devem existir para complemento de formação e/ou enriquecimento cultural. Se cumprirem esta função, têm mérito e são necessários. Mas não têm mérito nem são necessários se forem uma burla, enganando os alunos que os frequentam e enganando o país que os paga.

Estes são alguns dos múltiplos exemplos da desnorteada governação que temos e do anunciado desastre com que, a breve prazo, iremos ser confrontados.
E, a isto, os anquilosados partidos e os anquilosados sindicatos parecem já não conseguir dar resposta. É por isso que se saúdam os sinais de despertar da letargia que a sociedade civil parece dar mostra. As múltiplas iniciativas que começam a surgir de movimentos cívicos não controlados por nenhuma máquina partidária ou sindical parecem revelar a consciência da necessidade de agir.
E se os partidos e os sindicatos não se reformularem, terão de dar lugar a novas formas de organização e de participação democráticas.

Às quartas

ESTAÇÃO

Ferrugem é amadurecimento, ferrugem
E a murcha barba de milho;
O pólen é tempo de acasalamento quando andorinhas
Tecem uma dança
De setas emplumadas,

Fiam pés de milho em manchas
Aladas de luz. E gostámos de ouvir
A teia de frases do vento, de ouvir
Rangidos nos campos, onde folhas de milho
Cortam como lascas de bambu.

Agora enchemos o celeiro,
Esperando ferrugem nos pendões, traçamos
Longas sombras desde o crepúsculo, entregamos
Colmo seco em fumo de lenha — esperamos
A promessa da ferrugem.

Wole Soyinka
(Trad.: José Alberto Oliveira)

terça-feira, 1 de março de 2011

A ler




Hoje: Concentração em Aveiro

«Amigos e colegas,
Somos a classe com maior formação académica do nosso país. Somos a classe em quem os portugueses mais confiam. Somos a classe que tem mais sentido crítico, e apesar de tudo, estamos calados. O nosso silêncio pode ser interpretado e é, de facto, interpretado como o de aceitação implícita de tudo quanto está a acontecer.
Todos os dias assistimos a uma estratégia deliberada de destruição paulatina e sistemática do nosso sistema educativo.
Como aceitamos permanecer calados e impávidos perante um modelo de avaliação que é injusto, incoerente, subjectivo e, sobretudo, competitivo? Como [...]»
Concluir a leitura aqui.

Não esquecer

Bonecos de palavra

 Calvin & Hobbes, por Bill Watterson (trad.: Ana Falcão Bastos).
Para ampliar, clicar na imagem.