terça-feira, 2 de junho de 2009
Finalmente, o CCAP viu o óbvio! Mas a ministra ainda não!
1. Muitos avaliadores não têm experiência, não têm formação específica, não têm perfil para avaliar o desempenho dos colegas;
2. Os avaliadores precisam de fazer formação superior de médio e longo prazo (pós-graduações).
O Conselho Científico para Avaliação dos Professores já tinha demorado cerca de três meses a descobrir que não era sério - porque não era fiável, porque ainda é necessário realizar, a nível internacional, estudos aprofundados sobre a matéria - introduzir os resultados dos alunos na avaliação dos professores.
A ministra da Educação, depois de dizer que era evidente que os resultados dos alunos tinham que entrar na avaliação dos professores e que era o que mais faltava que assim não acontecesse, demorou onze meses a reconhecer que esse item tinha que sair, ou melhor, tinha que ser suspenso, do processo de avaliação do desempenho.
Isto, que o CCAP demorou dois meses a descobrir e a ministra onze, foi algo que (quase) todos os professores, na altura, denunciaram de imediato.
Agora, o Conselho Científico para Avaliação dos Professores demorou quinze meses a descobrir que os avaliadores não têm experiência nem formação nem perfil para avaliar os colegas, e que é necessário possuírem formação superior de médio e longo prazo neste domínio.
Isto, que o CCAP demorou quinze meses a descobrir, foi algo que (quase) todos os professores, na altura, denunciaram de imediato.
Todavia, a ministra da Educação, ano e meio depois de publicar o incompetente decreto-lei da avaliação do desempenho, ainda não conseguiu ver o que já toda a gente viu. Possuída de uma hipocrisia política que ultrapassa a mais pessimista imaginação, comentou as conclusões do CCAP deste modo:
«O que eu recuso é que se passe atestados de incompetência aos professores e que se diga que os professores não têm as capacidades, nem as competências para fazer aquilo que é naturalmente o seu trabalho» (sítio do Público, 1/06/09).
Maria de Lurdes Rodrigues acumula dislates em cima de dislates. Maria de Lurdes Rodrigues carece do mínimo de razoabilidade, de bom senso e de seriedade política para o exercício do cargo. Maria de Lurdes Rodrigues não tem qualquer escrúpulo em deitar a mão ao mais grotesco argumento, à mais grosseira demagogia para tentar falsear a realidade, para evitar reconhecer que, sistematicamente, faz asneiras e que grande parte da legislação que produziu é de qualidade política medíocre e tecnicamente incompetente.
O comentário de Maria de Lurdes Rodrigues revela, mais uma vez, uma de duas coisas: ou absoluta ignorância sobre a matéria (julga que o processo de avaliar alunos é idêntico ao processo de avaliar professores) ou desonestidade intelectual. Não há terceira hipótese.
Contudo, o que importa mesmo é podermos verificar o lento, mas irreversível, esboroar deste modelo de avaliação e do enorme faz-de-conta que lhe está associado.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Registos do fim-de-semana
Dificuldades no financiamento adiam propostas para TGV
O penoso calvário do candidato Vital em busca dos eleitores
— os eleitores do PS estão na clandestinidade?
Governo «vê sinais encorajadores»,
Vítor Constâncio diz que «não vamos sair disto facilmente»
Tribunal condena ex-aluno por insultos a docente
Formação de professores com impacto nas notas dos alunos
Meio milhão sem médico de família
Hospitais e centros de saúde com serviços à beira da falência
Provedor de Justiça renuncia para a semana
A offshore que tramou o professor de Sócrates
PS dividido sobre Vital: Maria de Belém contra a «roubalheira»
Provedor acusa Governo de propor negócio injusto e imoral
José Sócrates faz o que julga competir-lhe: encosta a marcha dos professores aos apetites da oposição por mais votos nas eleições. Mas quem veio de novo à rua em protesto sabe que a realidade é bem mais amarga e está a deixar marcas profundas
Manifestação de professores mobiliza 70 mil
«Os verdadeiros professores não vão votar no Partido Socialista»
União dos professores merece ser avaliada
domingo, 31 de maio de 2009
«A reforma da Educação foi a reforma mais bem conseguida deste Governo»
Ontem, em reacção à manifestação dos professores, o primeiro-ministro afirmou que a reforma da Educação foi a reforma mais bem conseguida do seu Governo.
Se assim é, se a reforma da Educação é a reforma mais bem conseguida deste Governo, nós, professores, que sabemos, melhor do que ninguém, em que realmente consistiu esta reforma, e que a classificamos, honestamente, como o pântano da incompetência, da injustiça e da arbitrariedade, podemos imaginar a qualidade das reformas levadas a cabo nas outras áreas da governação.
Se o desastre da Educação foi a reforma mais bem conseguida, que adjectivação será apropriado utilizar para qualificar as outras reformas?
Esta era a realidade mais temida, mas que foi confirmada por Sócrates: se a referência para avaliarmos este Governo é o trabalho realizado pelo Ministério da Educação, estamos, então, sem qualquer dúvida, perante um dos piores governos, depois de Abril de 1974.
Se a reforma da Educação é a reforma mais bem conseguida deste Governo, nós, professores, somos, então, profissionais incompetentes. Nós, professores, que já fizemos três manifestações gigantes e duas greves com uma adesão acima dos 90% contra a reforma mais bem conseguida, não merecemos o Governo que temos nem estamos, como se vê, à altura de tão elevada reforma.
Demita-nos, senhor primeiro-ministro. Demita os 70 mil, os 100 mil, os 120 mil professores que já disseram e continuam a dizer «Não» à sua mais bem conseguida reforma.
Leve a sua reforma até ao fim, faça dela a reforma perfeita: demita-nos.
sábado, 30 de maio de 2009
FOI HOJE!
Fomos muitos, voltámos a ser muitos. Voltámos a encher a Avenida da Liberdade.
Depois de ano e meio de luta intensa e desgastante, depois de todas as chantagens e ameaças, depois da gigantesca pressão feita pelo Ministério da Educação e daqueles que, nas escolas, mais não fazem do que ser servis zelotas dos desmandos do Ministério, depois de tudo isto, cerca de metade dos professores voltou à rua e desmentiu Maria de Lurdes Rodrigues: a reforma da avaliação não está ganha, porque esta aberração de reforma da avaliação nunca poderá ser ganha.
Como também não está ganho o estatuto da carreira docente, como também não está ganho o novo modelo de gestão, como não está ganho nada do que esta ministra e este Governo fizeram na Educação.
Iremos desmantelar, uma a uma, todas as malfeitorias que durante os últimos quatro anos o Partido Socialista, irresponsavelmente, fez ao sistema educativo português — era um mau sistema, mas José Sócrates conseguiu fazer dele um monstro.
Foi isto que, hoje, e mais uma vez, voltámos a afirmar.
Este é o nosso compromisso. E vamos cumpri-lo.
É HOJE!
O Ministério da Educação virou todos contra todos, instaurou um clima de desconfiança, de medo de represálias, de humilhação, de desânimo, de compadrio, de manipulação. O ambiente nas escolas portuguesas nunca esteve tão mau.
Em vinte e oito anos de carreira, nunca vivi nem vi nada de semelhante. Vejo muitas e muitos colegas com quarenta anos de idade a falarem e a desejarem a possibilidade da reforma antecipada. Vejo muitas e muitos colegas a serem objecto das mais vis e irreparáveis injustiças. Vejo a degradação a que a Escola portuguesa está a chegar. E ao mesmo tempo vejo uma gigantesca farsa, um gigantesco faz-de-conta que tenta desesperadamente, irresponsavelmente e desavergonhadamente mostrar que vivemos na Escola pacífica a caminho da Escola perfeita.
Há quem pense que amontoando tecnologia dentro das salas de aula e fazendo restauros nos edifícios escolares cria uma escola nova. Estas cabeças medíocres não vêem que quem faz as escolas são os alunos e os professores. E não vêem que com alunos mal preparados, por via do facilitismo oficial obcecado pela estatística, e com professores ofendidos, maltratados e vilipendiados nenhuma escola sobrevive, nenhuma Educação se transmite nem constrói.
Ora, nada disto aconteceu por geração espontânea. Nada disto aconteceu por fecundação anónima. Esta situação não tem mãe desaparecida nem pai incógnito. A situação a que chegou a Escola portuguesa tem responsáveis identificados. Esses responsáveis são: a senhora que ainda dirige a pasta da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e o homem que ainda dirige o Governo, José Sócrates.
Estes são os culpados.
Hoje é dia de, publicamente, os acusarmos do crime de tentativa de homicídio da Educação.
Hoje, sábado, 30 de Maio, às 15,00 horas, no Marquês de Pombal, em Lisboa.
Reunião com o grupo parlamentar do CDS-PP
Neste sentido, os representantes dos movimentos independentes de professores abordaram um conjunto de questões e problemas, deixando claras as suas principais reivindicações, de que são exemplos: o reforço da dignificação e valorização da profissão docente; a revisão do ECD, com uma carreira única, abolindo-se a figura do professor titular e sem imposição de quotas para progressão/avaliação; a garantia de uma gestão democrática nas escolas; a profunda revisão do modelo de ADD; os perigos da municipalização do ensino e de concursos de professores realizados a nível de escola/região; a reformulação urgente do Estatuto do Aluno; a reorganização curricular e dos programas das disciplinas; a denúncia de uma gestão centralista das escolas por parte do ME que desvirtua a sua autonomia; a necessidade de garantir uma maior estabilidade profissional para os colegas contratados; a recusa de uma prova de ingresso, com carácter eliminatório, que se pretende aplicar a colegas que já leccionam há vários anos e que só vem descredibilizar a formação inicial de professores, etc.
Recebemos da parte do deputado Diogo Feyo a concordância com vários dos aspectos e preocupações atrás referidas, a disponibilidade para o diálogo e para a construção de uma alternativa à actual política educativa, sendo-nos mesmo solicitada a divulgação e colaboração (com envio de propostas e sugestões de alteração) na definição final da proposta de reestruturação do ECD, da responsabilidade do CDS/PP, que está actualmente em fase de discussão pública:
http://cdsnoparlamento.pp.parlamento.pt/index.php?idmenu=4&lg=1&idn=644
Sobre esta proposta, levantámos algumas dúvidas e reparos, nomeadamente: o tipo de funções de administração e gestão escolar que se enquadram no percurso profissional que dará acesso aos índices remuneratórios de topo, a forma como os actuais “professores titulares” serão posicionados na carreira, lembrando as injustiças e iniquidades que derivaram do concurso de para professor titular, e que não podem deixar de ser corrigidas, a questão da prova de ingresso que o CDS/PP faz constar na referida proposta, embora sob moldes diferentes dos propostos pelo ME, etc.
A APEDE, MUP e PROmova continuarão, nas próximas semanas, os contactos com os restantes grupos parlamentares, procurando que este “Compromisso Educação” se concretize e seja um contributo válido para uma efectiva mudança de rumo no domínio da Educação, com vista à defesa da qualidade do Ensino e da Escola Pública em Portugal.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
É amanhã
Que, amanhã, o Marquês de Pombal esteja imbuído desse espírito, que seja o vale onde todos os professores afluam.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Manifesto conjunto
1) Este governo desfigurou a escola pública. O modelo de avaliação docente que tentou implementar é uma fraude que só prejudica alunos, pais e professores. Partir a carreira docente em duas, de uma forma arbitrária e injusta, só teve uma motivação economicista, e promove o individualismo em vez do trabalho em equipa. A imposição dos directores burocratiza o ensino e diminui a democracia. Em nome da pacificação das escolas e de um ensino de qualidade, é urgente revogar estas medidas.
2) Os professores e as professoras já mostraram que recusam estas políticas. 8 de Março, 8 de Novembro, 15 de Novembro, duas greves maciças, são momentos que não se esquecem e que despertaram o país. Os professores e as professoras deixaram bem claro que não se deixam intimidar e que não sacrificam a qualidade da escola pública.
Os movimentos: APEDE (Associação de Professores em Defesa do Ensino), MUP (Movimento Mobilização e Unidade dos Professores), PROmova (Movimento de Valorização dos Professores), MEP (Movimento Escola Pública), CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública)
Às quartas
Onde estarão os séculos, onde o sonho
de espadas que os tártaros sonharam,
onde os sólidos muros que aplanaram,
onde a árvore de Adão e o outro Lenho?
O presente está só. Mas a memória
erige o tempo. Sucessão e engano,
é a rotina do relógio. O ano
jamais é menos vão que a vã história.
Entre a alba e a noite há um abismo
de agonias, de luzes, de cuidados;
o rosto que se vê nos desgastados
e nocturnos espelhos não é o mesmo.
O hoje fugaz é ténue e é eterno;
nem outro Céu nem outro Inferno esperes.
Jorge Luís Borges
(Trad.: Maria da Piedade M. Ferreira)
terça-feira, 26 de maio de 2009
Comunicado da APEDE e do MUP
MAS…
Este é um momento grave da vida nacional.
- • Revisão do ECD e supressão imediata da divisão da carreira entre titulares e não titulares;
• Suspensão do actual modelo de avaliação do desempenho e negociação de um modelo sério, à luz de uma carreira docente reestruturada em moldes que não criem desigualdades artificiais e injustas;
• Manutenção do vínculo por nomeação definitiva para todos os professores;
• Preservação dos quadros de escola;
• Manutenção do carácter nacional dos concursos de colocação de professores e do princípio de que a melhor graduação corresponde à melhor colocação;
• Fim do modelo de administração escolar instituído pelo Ministério e restabelecimento da gestão democrática das escolas.
MUP (Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores)
APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino)
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Registos do fim-de-semana
Eleição dos directores já levou quatro escolas aos tribunais
Abaixo-assinado contra fecho de creche
Crise leva cada vez mais jovens a vender na Feira da Ladra
Pior: todos sabem que a escola está, hoje, pior do que há um ano.
Governos europeus pedem rapidez no caso Lopes da Mota
O governador Vítor Constâncio é o terceiro mais bem pago do mundo, com 250 mil euros por ano: à frente estão os colegas de Hong Kong e Itália
Crise na construção promete levar 95 mil para o desemprego
Presidente da Sonae contraria Teixeira dos Santos:
«Não há qualquer actividade em retoma»
As mil perguntas dos deputados que ficaram sem resposta do Governo
— O Parlamento deve fiscalizar o Governo. Mas como?
As questões embatem num muro de silêncio.
— Bruxelas entende que Portugal violou leis da concorrência
ao fazer contratos por ajuste directo
Dia 30 de Maio - Manifestação Nacional
![[Camisolas_PROmova.jpg]](http://3.bp.blogspot.com/_KdtlQSb9TP0/SgssOCh5tMI/AAAAAAAABFM/q9Sb9n8Is60/s1600/Camisolas_PROmova.jpg)
domingo, 24 de maio de 2009
O ovo da serpente-02
Segundo o IEFP, o desemprego registado em 30.4.2009 atingiu 491.635, ou seja, mais 23,7% do que em Abril de 2008. Apesar deste elevado crescimento, este número só não é muito maior porque todos os meses o IEFP elimina dezenas de milhares de desempregados dos seus ficheiros. Por trás de cada eliminação está uma pessoa, quando não mesmo uma família, em grandes dificuldades. O Presidente do IEFP, Francisco Madelino, numa intervenção que fez durante um programa da Antena 1 e da RTPN entre 11-12 horas da manhã realizado no dia 20.5.2009, em que também participámos (o vídeo desse programa está disponível no “site” da RTP), afirmou que o IEFP tinha eliminado, durante o ano de 2008, 535.656 desempregados dos seus ficheiros (deu médias mensais, mas com elas facilmente se calculou valores anuais). E as razões que apresentou para justificar a eliminação de tão elevado número de desempregados são várias (Quadro I), sendo as mais importantes duas: as auto-colocações (24,6% do total) e as eliminações de desempregados que não responderam às notificações (cartas) enviadas pelo IEFP (51,6%, do total). Em relação às auto-colocações registadas em 2008 – 132.000 desempregados segundo o Presidente do IEFP – correspondem ao dobro das colocações feitas pelo IEFP no mesmo ano. Em 2008, o IEFP conseguiu arranjar emprego para apenas 64.521 desempregados que estavam inscritos nos Centros de Emprego, o que corresponde somente a 48,9%, ou seja, a menos de metade das auto-colocações verificadas em 2008. A ser verdade o número de auto-colocações, o mínimo que se poderá dizer é que o IEFP tem uma muito baixa produtividade neste campo. Relativamente aos 276.000 desempregados que o Presidente do IEFP afirmou terem sido eliminados dos ficheiros com base no facto de não terem respondido à Notificação (carta) enviada pelo IEFP, o mínimo que se poderá dizer é que é uma decisão insólita e muito conveniente para baixar artificialmente o número de desempregados. A carta nem é registada (a CGTP fez uma proposta para que, pelo menos, a carta fosse registada, mas o Presidente do IEFP recusou), portanto nem se tem a certeza que ela foi recebida pelo desempregado, e sem qualquer outro aviso elimina-se o desempregado do ficheiro considerando que ele já não está nessa situação.
Em 2009, só no período de Janeiro a Abril de 2009, já foram eliminados, pelo mesmo processo, 143.648 desempregados dos ficheiros do IEFP (Quadro II), o que contribuiu para reduzir significativamente os dados do desemprego registado divulgados mensalmente pelo IEFP. A mentira continua a ser um instrumento de manipulação da opinião pública. Na sua intervenção no programa da RTPN, de um anticomunismo primário que me dispenso de comentar, Francisco Madelino também disse duas grandes mentiras. A primeira é que utilizo «dados de Eugénio Rosa» (foram as palavras que utilizou), procurando dar a ideia de que “fabrico” dados. Os dados que utilizo sobre desemprego são sempre dados oficiais do INE e do IEFP a que qualquer leitor pode ter acesso através da Internet. A segunda grande mentira é que os critérios que o IEFP está a utilizar para eliminar desempregados dos ficheiros foram aprovados pela CGTP. Os critérios constam de uma Norma Interna aprovada pelo Conselho Directivo do IEFP no qual a CGTP não participa. A falta de credibilidade dos dados sobre o desemprego registado divulgados mensalmente pelo IEFP exige, pelo menos, duas medidas imediatas:
(1) Que seja realizada uma auditoria externa independente, não ao chamado “apagão”, que é apenas a ponta do iceberg, mas sim aos critérios utilizados e à sua aplicação pelo IEFP para eliminar dos seus ficheiros, todos os meses, dezenas de milhares de desempregados que se inscreveram nos Centros de Emprego;
(2) Que passe a constar da Informação que o IEFP divulgada todos os meses, também o número de desempregados que são eliminados dos ficheiros, assim como as respectivas razões.
O IEFP, que é um instituto público pago com uma percentagem dos descontos dos trabalhadores para a Segurança Social, não pode ser um instrumento utilizado pelo governo para manipular e enganar a opinião pública sobre o desemprego. É necessário conhecer os verdadeiros números do desemprego no nosso País para que sejam aplicadas medidas adequadas de combate ao desemprego, pois as aprovadas até este momento pelo governo têm sido manifestamente insuficientes, já que os seus efeitos são reduzidos, como rapidamente se conclui face ao aumento vertiginoso do desemprego em Portugal.»
Pensamentos de domingo
(Respondeu quando lhe perguntaram qual seria a sua primeira medida se ganhasse as eleições para "mayor" de Nova Iorque).
William F. Buckley
«A chave do sucesso é a sinceridade. Se aprendeste a fingir a ser sincero tens o sucesso assegurado.»
Jean Giradoux
«Esta sociedade cresce para trás, exactamente como o rabo da vitela.»
Petrónio
sábado, 23 de maio de 2009
Ao sábado: momento quase filosófico
No entanto, existem algumas complicações. A primeira é como podemos ter a certeza do que Deus pensa verdadeiramente? Os fundamentalistas têm solução para esse problema: é o que dizem as Escrituras. Mas como é que as pessoas das escrituras sabiam que os sinais que estavam a receber eram realmente de Deus? Abraão pensou que tinha sido chamado por Deus para sacrificar o filho no altar. Abraão pensa: "Se Deus manda, é melhor obedecer." A nossa primeira pergunta a Abraão é: "És parvo ou quê? Ouves 'Deus' a mandar-te fazer uma coisa doida e nem sequer lhe pedes uma identificação?"
Outro problema que se prende com a obediência à Lei Divina é a interpretação. O que significa ao certo honrar pai e mãe? Um postal no Dia da Mãe? Casar com o filho desinteressante do dentista da família, como os honrados pai e mãe querem? Estas questões não parecem questões talmúdicas excessivamente picuinhas quando o filho do dentista tem um metro e cinquenta e pesa 120 quilos.
Moisés desce o monte Sinai com as Tábuas da Lei na mão e anuncia às multidões reunidas:
— Tenho uma boa notícia e uma má notícia. A boa notícia é que consegui convencê-Lo a reduzir para dez. A má notícia é que o "adultério" não foi excluído.»

