terça-feira, 25 de maio de 2010
A APEDE e a manifestação do dia 29 de Maio
Porque temos sofrido, nos últimos vinte anos de governação, todo um conjunto de opções políticas, no domínio económico-financeiro, que apenas agravaram as insuficiências estruturais de Portugal, criando uma ilusão de desenvolvimento que se vê agora dramaticamente desmentida;
porque essas escolhas desastrosas, de que os Governos foram principais responsáveis, acompanharam o aprofundamento das desigualdades sociais entre os pobres, a classe média e os muito ricos, o aumento exponencial da corrupção e do tráfico de influências, a promiscuidade entre o sistema político-partidário e a esfera dos negócios privados, bem como a reinstauração de monopólios que alimentam os interesses de uns poucos, sem quaisquer vantagens para a economia nacional;
porque o nosso país continua à espera das reformas necessárias no campo da Educação e da Justiça, sem as quais continuaremos na cauda da Europa;
porque os dois principais partidos, que têm partilhado a governação deste país, estão hoje reduzidos a agências de emprego para políticos medíocres e carreiristas, com vergonhosos percursos pessoais, que não os têm, contudo, impedido de ascender a cargos de elevada responsabilidade, nos quais tomam, de forma sempre impune, decisões que hipotecam o futuro de Portugal;
porque são esses políticos, ao serviço de um mundo empresarial dependente de relações promíscuas com o Estado, que agora recorrem à receita invariavelmente seguida, sobrecarregando os trabalhadores com todos os encargos da crise e poupando os que, tendo-a gerado, mais lucraram com ela;
porque nenhuma das gravosas medidas agora impostas irá contribuir para ultrapassarmos, de forma duradoura e sustentada, a crise em que nos mergulharam, prevendo-se, pelo contrário, que a recessão seja acentuada, que o desemprego aumente ainda mais e que o endividamento continue a crescer;
porque toda esta política está desenhada para minar e destruir direitos sociais e laborais conquistados no decurso de décadas de lutas difíceis e duras;
porque é tempo de juntar os trabalhadores de todos os sectores profissionais, públicos e privados, para dizer BASTA;
porque é tempo de unir trabalhadores efectivos e contratados, empregados e desempregados, na certeza de que TODOS se encontram hoje precarizados e de que os direitos de uns são os direitos de TODOS;
porque é tempo de exigirmos uma inversão de políticas que não penalize os que sempre são penalizados e que responsabilize quem tem efectivamente de ser responsabilizado;
a APEDE apela a que TODOS participem na Manifestação do dia 29 de Maio,
sem, contudo, deixar de manifestar o seu profundo descontentamento com a forma como as cúpulas sindicais têm vindo a conduzir o processo de luta dos professores, alienando aquela que deveria ser a sua base de apoio, assinando um acordo com o Ministério que preserva uma série de bloqueios graves na nossa profissão e enredando-se em contradições escandalosas no que toca ao concurso de colocação de professores.
Por isso, vamos estar na Manifestação de 29 de Maio sem abdicarmos da nossa atitude crítica, onde se destaca a exigência de um plano de luta consequente para os professores, com uma auscultação rigorosa às bases e total independência de interesses políticos-partidários.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Registos do fim-de-semana
Escutas contradizem respostas de José Sócrates
Reformas debaixo de fogo
— Com a crise voltou a polémica da acumulação de pensões e das reformas antecipadas. O Estado não vai ter dinheiro para pagá-las e no PS aumentam as críticas —
Núcleo duro de Sócrates desafina
— Teixeira dos Santos, Vieira da Silva e Amado divergem enquanto PS se agita com a crise —
Governo cria imbróglio no IRS
Crise abala equipa de Teixeira dos Santos
— Ministério das Finanças anda agitado. Sérgio Vasques é desautorizado e Emanuel dos Santos meteu 'baixa' —
Taxa adicional será aplicada ao IRS do ano todo
Jerónimo de Sousa: Moção do PCP não é para fazer cair o Governo
Portugal é o país da União Europeia onde a natalidade caiu mais na última década
Um quinto dos doentes com cancro é operado fora de tempo
Parlamento quer avaliação fora dos concursos de professores
Empréstimos para compra de casa disparam mesmo com spreads recorde
Quantos meses tem um semestre? Sete, se o governo for português
Rui Ramos: «Falta de credibilidade de Sócrates põe em causa bloco central»
Octávio Teixeira: «O mundo só pode ter mudado em três semanas para quem hibernou»
Até 2013, Estado vai endividar-se em mais 44 200 000 000
Semana de caos no Governo. Francisco Assis defende que a partir de agora só Sócrates e Teixeira dos Santos é que devem falar
Alemanha teme Portugal
— Berlim impõe regras. O governo germânico está disposto a defender o euro, mas exige garantias —
Vamos pagar imenso até 2013... e depois ainda mais
Os 100 erros de Sócrates
— A estranha língua que o PM usou para falar em Espanha —
Subida do IRS: Novas taxas já em vigor, diz o Diário da República. É só em Junho, diz o Governo
Ministra [da Educação] desvaloriza recomendação sobre avaliação docente
Finanças geram confusão sobre entrada em vigor de taxas do IRS
Professor punido por chamar "preto" a aluno
PSD salva Sócrates mas deixa ameaça no ar para 2011
Portugueses mais favoráveis do que os espanhóis à ideia de uma união ibérica.
Concluindo.
No Governo, toda a gente desmente toda a gente, os semestres passaram a ter sete meses e já nem o próprio Diário da República é de leitura confiável. No Parlamento, requerem-se escutas para depois se anular os efeitos da audição das mesmas. Às recomendações aprovadas no Parlamento, há uma ministra que diz que isso não interessa nada. Há um partido que apresenta uma Moção de Censura ao Governo, mas diz que não é para o derrubar. O primeiro-ministro vai a Espanha mostrar como se aprende a falar castelhano nas Novas Oportunidades. O Governo consegue que a Alemanha tenha medo de Portugal. E os espanhóis (que não são tolos) não estão interessados na união ibérica.
domingo, 23 de maio de 2010
Pensamentos de domingo
Textos Judaicos
«Um político é tanto maior quanto mais amiúde se contradiga.»
Friedrich Durrenmatt
«A força dos governos é inversamente proporcional ao peso dos impostos.»
Delphine Gay de Girardin
sábado, 22 de maio de 2010
Ao sábado: momento quase filosófico
A propósito de umas actas há 6 meses desaparecidas
Citação de: http://www.fenprof.pt/?aba=27&
(...) Entretanto, as actas mais importantes do processo negocial (30 de Dezembro, 7 de Janeiro, 20 de Janeiro e 10 de Fevereiro) estão já em fase de correcção, sendo divulgadas integralmente pela FENPROF, junto de todos os professores, logo que estejam assinadas. (...)
Mas uma coisa é certa: começa a valer a pena a persistência do coro, cada vez mais heterogéneo e ruidoso, do Clube "Onde Páram as Actas?".
Queremos ver as actas. Não por qualquer curiosidade mórbida, mas por elementar direito e justiça democráticos. E não nos calaremos nem baixaremos os braços enquanto elas não "surgirem".
Atendendo aos quase 6 meses que já decorreram (!) desde a assinatura do Acordo, talvez devêssemos logo ter logo feito como aquela mediática aluna do "Quero o meu telemóvel já!". Sim, porque nós todos temos mais direito a utilizar com propriedade o imperativo "JÁ" que aqueles indolentes mestre-cuca, que alegadamente andam a confeccionar (vulgo encanar a perna à estropiada rã), digo, a confeccionar as benditas actas há quase meio ano.
Até porque, pelas referências escritas públicas que as duas partes já fizeram ao processo negocial extra-texto oficial do Acordo de Princípios, é linear e científico que uma delas está a faltar à verdade. E como me ensinaram em pequeno que "mentir é uma coisa muito feia", continuo a pensar (e a agir) deste modo. E a querer tirar toda esta interminável novela mexicana a limpo.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Fragmenti veneris diei
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Portugal sem governo
«Portugal teve de antecipar algumas medidas do PEC.»
«Garantidamente, os impostos não vão subir.»
«Tivemos de aumentar os impostos.»
«As grandes obras públicas vão avançar porque elas são vitais para o País. Seria uma irresponsabilidade não o fazer.»
«Vamos repensar as obras públicas que ainda não foram adjudicadas.»
«O TGV Lisboa-Madrid é uma obra imprescindível, por isso vai ser realizada.»
«Só vamos adjudicar a obra do TGV entre Poceirão e Caia.»
«A terceira travessia do Tejo não vai avançar.»
«A terceira travessia do Tejo avança daqui a 6 meses.»
«A terceira travessia do Tejo não se sabe se vai avançar daqui a 6 meses. Depende.»
«O aumento dos impostos vai durar até final de 2011.»
«O aumento dos impostos vai durar até quando for preciso.»
«Os impostos aumentam a partir do início do 2.º semestre deste ano.»
«O aumento do IRS tem efeito retroactivo a 1 de Janeiro.»
«Os impostos aumentam a partir do dia 1 de Junho.»
Todas estas afirmações foram proferidas, no espaço de um mês, por vários membros do Governo, entre eles: pelo primeiro-ministro, pelo ministro das Finanças, pelo ministro dos Transportes e Obras Públicas, pelo ministro do Assuntos Parlamentares e pelo secretário de Estado das Finanças.
Algumas destas afirmações contrárias foram proferidas no período de 24 horas.
Várias destas afirmações contrárias foram proferidas pela mesma pessoa.
Portugal está à deriva. Portugal está a ser governado por um grupo de aventureiros e de irresponsáveis.
Quando, há vários anos, a irresponsabilidade e o aventureirismo se começaram a manifestar no domínio da Educação, os analistas políticos da nossa praça diziam que se estava a realizar uma fantástica reforma no Ensino, que finalmente os professores iriam entrar nos eixos, que a Escola Pública iria passar a ser um exemplo, e por aí fora..., e muito povo aplaudia e considerava que as críticas e as manifestações dos professores eram reacções corporativas de quem estava a perder privilégios e mordomias.
Quando a irresponsabilidade e o aventureirismo alastraram à Saúde, à Justiça e às Obras Públicas, os analistas políticos da nossa praça continuavam a dizer que se tratava de reformas corajosas e necessárias, e muito povo aplaudia e achava que as críticas e as manifestações de protesto eram reacções corporativas de quem estava a perder privilégios e mordomias.
Agora que a irresponsabilidade e o aventureirismo chegaram à Economia e às Finanças, isto é, agora, que a irresponsabilidade e o aventureirismo atingem toda a gente, eis que as vozes aduladoras deste Governo repentinamente se calaram e eis que já se ouve e vê muito povo a reclamar. O mesmo primeiro-ministro que era apelidado de corajoso, de decidido, de justiceiro, passou a ser o desorientado, o mentiroso, o incompetente.
O problema é que o aventureirismo e a irresponsabilidade que há vários anos governam a Educação em Portugal é o mesmo aventureirismo e a mesma irresponsabilidade que governam a Saúde, a Justiça, as Obras Públicas, a Economia e as Finanças.
Porque Portugal tem sido conduzido por um grupo de políticos irresponsáveis e aventureiros é que chegamos ao ponto a que chegamos.
Na realidade, Portugal está sem governo há já vários anos.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Às quartas
Vivi por muito tempo em pórticos faustosos
Pelos marinhos sóis de fogos mil queimados,
Que à noite eram quais grutas de basalto, alteados
Os seus grandes pilares, direitos, majestosos.
As ondas, ao rolar os céus nelas gravados,
Fundiam, em transportes místicos, sumptuosos,
Da música que é sua acordes portentosos
Aos tons do sol-poente em meu olhar espelhados.
Aí foi que eu vivia de volúpias calmas,
Em meio dos azuis, das vagas, de esplendores,
E dos escravos nus e rescendendo odores,
Que a fronte me abanavam agitando palmas
E cujo só cuidado era quem descobria
O segredo angustioso que me enlanguescia.
Charles Baudelaire
(Trad.: Jorge de Sena)
terça-feira, 18 de maio de 2010
Certificados de aforro
Continua a ser curiosa a facilidade com que se põe e dispõe do dinheiro dos outros, porque, quando se trata do dinheiro do próprio, os critério mudam radicalmente. É conveniente recordar que Mira Amaral foi administrador da CGD, cargo de que se demitiu, em 2004, ao fim de um curtíssimo exercício. Dessa demissão e desse curtíssimo exercício resultou uma pensão mensal de 18 mil euros, paga pelo banco do Estado. Mira Amaral não considerou a situação obscena, nem se lembrou de sugerir receber essa pensão em certificados de aforro, como agora sugere que se faça com o subsídio de férias e o subsídio de Natal dos outros.
A nossa elite política e económica acumula a mediocridade com a falta de pudor.
Mira Amaral é, actualmente, presidente do banco BIC.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Registos do fim-de-semana
— Banca portuguesa viveu no início desta semana momentos aflitivos sem dinheiro para o crédito —
Costa falta a reunião do PS em protesto contra adiamento da 3.ª ponte
PS exige explicações ao líder
Cortes revoltam Segurança Social
Nova alteração às férias judiciais
— PSD e PCP propõem voltar ao regime antigo, com paragem entre 15 de Julho e 31 de Agosto —
CTT tem novo inquérito no MP
Saúde sem controlo nas despesas hospitalares
Militares irritados com Santos Silva
Cortes vão afectar mais os bolsos dos portugueses do que o previsto
Corte no défice custa três vezes mais às famílias do que às empresas
— Salários vão ajudar mais que os lucros no combate ao défice; Nos bens essenciais a carga fiscal aumenta 20% com subida do IVA —
Jardim acusado de impedir concorrência na imprensa regional
CDS: "Há condenados a receber rendimento mínimo"
Educação e saúde são as mais atingidas pelo congelamento de admissões no Estado
Contradições obrigam Bava a voltar à AR
Economistas alertam para recessão iminente
Sala de fumo do Parlamento pode custar 380 mil euros
Seguro está disponível para liderar
Um aperto de cinto histórico em Portugal
Detalhe de uma escuta pode comprometer José Sócrates
Como Portugal perdeu trinta anos entre duas graves crises onde os argumentos se repetem
Seguro desafiado a avançar para a liderança do PS já no próximo congresso do partido
Direcção de Passos responde a críticas de João Jardim
Sargentos da GNR não almoçaram dois dias em protesto
domingo, 16 de maio de 2010
Pensamentos de domingo
Mark Twain
«O verdadeiro mérito é como os rios: quanto mais profundo, menos ruído faz.»
George Halifax
«Aqueles que merecem um monumento não precisam dele.»
William Hazlitt
sábado, 15 de maio de 2010
Ao sábado: momento quase filosófico
Acerca de Sören Kierkegaard
No seu Diapsalmata, escreveu: "Aconteceu certa vez num teatro que houve fogo nos bastidores. O palhaço correu a avisar o púbico da ocorrência. Pensaram que se tratava de uma graça e aplaudiram; ele repetiu e eles riram-se ainda mais. De igual modo, penso que o mundo acabará com uma gargalhada geral dos simpáticos espectadores, acreditando que se trata de uma graça."»
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Fragmenti veneris diei
Quando Fate, por mero acaso, o conheceu, Antonio Jones devia ter uns oitenta anos e vivia num apartamento de duas divisões numa das zonas mais depauperadas de Brooklyn. Na sala havia uma mesa e mais de quinze cadeiras, dessas velhas cadeiras de bar dobráveis, de madeira e pernas longas e encosto curto. Na parede estava pendurada a fotografia de um tipo muito grande, com uns dois metros pelo menos, vestido como um operário da época, no momento de receber um diploma escolar das mãos de um menino que olhava directamente para a câmara e sorria mostrando uma dentadura branquíssima e perfeita. O rosto do operário gigantesco, à sua maneira, também parecia o de um menino.
— Aquele sou eu — disse Antonio Jones a Fate na primeira vez que este foi a sua casa —, e o grandalhão é Robert Martillo Smith, operário de manutenção do município de Brooklyn, especialista em meter-se dentro dos esgotos e lutar com crocodilos de dez metros.
Durante as três conversas que mantiveram, Fate fez-lhe muitas perguntas, algumas destinadas a remexer na consciência do velho. Perguntou-lhe por Estaline e Antonio Jones respondeu-lhe que Estaline era um filho da puta. Perguntou-lhe por Lenine e Antonio Jones respondeu-lhe que Lenine era um filho da puta. Perguntou-lhe por Marx e Antonio Jones respondeu-lhe que era por ali, precisamente, que ele devia ter começado: Marx era um tipo magnífico. A partir daquele momento, Antonio Jones pôs-se a falar de Marx nos melhores termos. Só havia uma coisa de Marx que não lhe agradava: a sua irritabilidade. Atribuía isso à pobreza, pois para Jones a pobreza não só gerava doenças e rancores e também irrritabilidade. A pergunta seguinte de Fate foi a sua opinião acerca da queda do Muro de Berlim e o consequente desmoronamento dos regimes do socialismo real. Era previsível, já vaticinei isso dez anos antes de acontecer, foi a resposta de Antonio Jones. Depois, sem que viesse a propósito, pôs-se a cantar "A Internacional".»
13 de Maio
Papa em Fátima, Passos Coelho em S. Bento, Papa a rezar em Fátima, Sócrates em Conselho de Ministros, Papa a rezar em Fátima, Sócrates em conferência de imprensa a anunciar que hoje é verdade o que há duas semanas era mentira, Papa a rezar em Fátima, Passos Coelho em conferência de imprensa a pedir desculpa, Papa em Fátima, Teixeira dos Santos na televisão a pedir compreensão, Papa em Fátima, Francisco Assis em conferência de imprensa a não pedir desculpa, Papa a dormir em Fátima.
São muitos acontecimentos no mesmo dia — ainda mais, num dia, já por si, repleto de mistério. Assim, a dúvida acerca da veracidade de todos estes acontecimentos é legítima. Eu, por exemplo, ainda estou na dúvida se Passos Coelho esteve em S. Bento e se depois veio pedir desculpa por ter estado em S. Bento, ou se apenas veio pedir desculpa por Sócrates ter governado mal e por agora ter de aumentar os impostos. É uma dúvida que ainda não esclareci. E, como o outro, radicalizo a dúvida: Passos Coelho terá mesmo pedido desculpa? E Teixeira dos Santos e Francisco Assis não pediram desculpa? Teixeira e Assis tiveram mesmo o topete de não pedir desculpa? Mas não pediram desculpa porquê? Ou foi Passos Coelho que pediu compreensão e Teixeira dos Santos e Assis é que pediram desculpa? E o Papa rezou? Ou foi ele que pediu desculpa e compreensão enquanto os outros rezavam? E Sócrates não devia rezar? Não era ele que devia estar em Fátima? Não era ele que deveria ter ido a Fátima, a pé, ou melhor, de joelhos?
Eu, que sou ateu, começo a ter dúvidas se 13 de Maio não está destinado a ser, em Portugal, um dia de milagres...

