Em apenas 48 horas, este Governo desnuda-se, sem pudor, e mostra as úlceras, os eczemas e as suturas abertas, que os acetinados fatos Armani tentam esconder. As trapalhadas, as mentiras e os actos de hipocrisia sucedem-se a um ritmo difícil de acompanhar. É um exercício insuportável assistir a este desfilar degradado e degradante de comportamentos.
Em apenas 48 horas, ficámos a saber da existência de uma fundação fantasma tutelada pelo ministro Mário Lino; ficámos a saber, a propósito do negócio PT-TVI, que já não vai ser negócio, porque o Governo decidiu proibir um negócio de que não tinha conhecimento, que o primeiro-ministro mente com o mesmo à-vontade com que endivida o país; e ficámos a saber que a ministra da Educação, agora, já diz que as quotas não são fundamentais, depois de se saber que somos o único país — dos cinco estudados pela Deloitte — que possui um sistema de quotas na avaliação dos professores.
Em apenas 48 horas, ficámos a saber da existência de uma fundação fantasma tutelada pelo ministro Mário Lino; ficámos a saber, a propósito do negócio PT-TVI, que já não vai ser negócio, porque o Governo decidiu proibir um negócio de que não tinha conhecimento, que o primeiro-ministro mente com o mesmo à-vontade com que endivida o país; e ficámos a saber que a ministra da Educação, agora, já diz que as quotas não são fundamentais, depois de se saber que somos o único país — dos cinco estudados pela Deloitte — que possui um sistema de quotas na avaliação dos professores.
Este Governo é uma ferida exposta, que diariamente alastra e se decompõe.
Santana Lopes foi despedido por incomparavelmente menos. Durão Barroso e Guterres fugiram também por muito menos. Se Sócrates não tem, sequer, a coragem de fugir, tem de ser despedido, mas tem de o ser rapidamente.
Santana Lopes foi despedido por incomparavelmente menos. Durão Barroso e Guterres fugiram também por muito menos. Se Sócrates não tem, sequer, a coragem de fugir, tem de ser despedido, mas tem de o ser rapidamente.
Já não se trata de saber se o Governo consegue sobreviver até Outubro, trata-se de saber se nós conseguiremos sobreviver a este Governo, até Outubro.
Vou fazer um abaixo-assinado a exigir eleições em Julho.
Vou fazer um abaixo-assinado a exigir eleições em Julho.


6 comentários:
Estive por aqui em visita ao seu blog!! Abraços Ademar!!
Estive por aqui em visita ao seu blog!! Abraços Ademar!!
Eleições já! Para que a pouca vergonha acabe.
Ademar Oliveira de Lima,
Obrigado pela visita, e retribuo o abraço.
Eu sei que é penoso ter que ouvir e ver personagens como Sócrates, Lino, Rodrigues e vários outros, mas quanto mais o tempo passa mais eles cavam a própria sepultura. Se isto durasse até ao Natal, calculo que nem aos 10% chegariam.
Um pouco mais de paciência (para quem já aguardou tanto tempo), as eleições são em Setembro, data já oficialmente revelada pelo PR. Os professores nessa data darão a resposta que este (des)governo merece. É que a vingança serve-se fria!
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